Formas de Pagamento no Delivery: Quais Aceitar e Quanto Custa Cada Uma em 2026
Pix, maquininha, pagamento online, dinheiro e vale-refeição comparados lado a lado, com o custo real de cada forma para o seu delivery em 2026.
Pix, maquininha, pagamento online no cardápio, dinheiro ou vale-refeição: cada forma de pagamento no delivery tem uma taxa diferente e um efeito diferente no seu caixa. Neste guia você vê o custo real de cada uma e qual combinação faz mais sentido para o seu negócio em 2026.
As formas de pagamento que existem no delivery
Quem vende comida pronta hoje trabalha, na prática, com cinco formas de receber. Cada uma resolve um problema e cria outro. O erro comum é escolher só uma achando que ela serve para todo cliente.
Pix
O Pix é operado pelo Banco Central e cai na conta em segundos, 24 horas por dia, inclusive fim de semana e feriado. Para quem vende delivery, isso significa receber o dinheiro antes de sair a entrega, sem esperar prazo de repasse de intermediário. É a forma mais barata do mercado hoje, e por isso virou padrão em pizzarias, hamburguerias e açaiterias que vendem em volume.
Quem já usa Pix no dia a dia pode ir além e ativar o Pix Automático para cobrança recorrente, útil em clube de assinatura, fidelidade e pedido fixo que se repete toda semana.
Cartão na entrega e maquininha
A maquininha resolve o cliente que não usa Pix ou prefere parcelar. Custa aluguel ou compra do aparelho, mais a taxa por transação, que varia por bandeira e por prazo de recebimento. Uma hamburgueria em Contagem que fatura R$ 14.000 por mês só de cartão físico pode perder entre R$ 300 e R$ 550 por mês em taxa, dependendo da operadora escolhida.
Se o seu público é mais velho ou compra muito no balcão do salão, não tire a maquininha do fluxo só para economizar taxa. Parte do cliente ainda vai preferir pagar com cartão físico na hora da entrega, e perder essa venda custa mais caro do que a taxa que ela cobra.
Pagamento online no cardápio
Aqui o cliente paga direto no cardápio digital, antes de o pedido sair da cozinha. Reduz calote, reduz erro de troco e antecipa o caixa. É a forma que mais se conecta com o modelo de canal próprio, porque o dinheiro entra direto para o lojista, sem passar pela mão de um marketplace. Uma doceria em Niterói que vende caixa de brigadeiro a R$ 35 e ativou pagamento antecipado no cardápio zerou o prejuízo com cliente que pedia e não retirava.
Dinheiro e troco
Ainda existe, principalmente em bairro de periferia e em cliente mais velho. O custo aqui não é taxa, é risco: erro de troco, entregador andando com dinheiro na rua, e nenhum rastro para conciliar depois. Uma marmitaria em Duque de Caxias que vende 35 marmitas por dia a R$ 20 sabe bem o trabalho de fechar caixa quando metade do dia foi em espécie.
Vale-refeição
Regulado pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do Ministério do Trabalho e Emprego. Amplia o público, principalmente no horário de almoço comercial, mas cobra a maior taxa da lista e o repasse costuma demorar de 15 a 30 dias, dependendo da bandeira. A forma como esse repasse acontece deve mudar com o split payment para restaurantes, que entra em vigor a partir de 2027 e reparte o pagamento entre lojista e intermediadora no momento da transação.
Quanto custa cada uma (tabela de taxa real)
Pix é a forma mais barata, geralmente sem taxa para quem recebe. Maquininha de crédito à vista costuma cobrar entre 2% e 4%, débito entre 1% e 2%, pagamento online no cardápio entre 2% e 4% mais eventual mensalidade, dinheiro não tem taxa mas tem risco, e vale-refeição cobra a maior taxa, entre 3% e 6%.
| Critério | Pix | Maquininha | Pagamento online | Dinheiro | Vale-refeição |
|---|---|---|---|---|---|
| Taxa média em 2026 | 0% a 1% | 2% a 4% no crédito, 1% a 2% no débito | 2% a 4% mais mensalidade em alguns planos | 0% | 3% a 6% |
| Quando o dinheiro cai | Na hora | 1 a 30 dias, conforme antecipação | Na hora ou em D+1 | Na entrega | 15 a 30 dias |
| Precisa de aparelho | Não | Sim | Não | Não | Sim, ou integração online |
| Maior risco | Golpe de comprovante falso | Chargeback | Baixo, cliente já pagou | Troco e furto | Repasse lento |
| Ideal para | Qualquer nicho, principal do canal próprio | Cliente que parcela | Quem quer antecipar caixa | Bairro sem app nem maquininha | Almoço comercial |

A conta muda de acordo com o volume. Uma pizzaria em Osasco que fatura R$ 20.000 por mês majoritariamente em Pix paga perto de zero em taxa de recebimento. A mesma pizzaria recebendo tudo por maquininha parcelada perderia entre R$ 400 e R$ 800 no mesmo mês, só de taxa.
"Pix como forma padrão de recebimento funciona melhor que depender só da maquininha para pizzaria e hamburgueria de bairro que vende em volume, porque o dinheiro cai na hora e não passa por prazo de repasse."
Rafael Rocha, fundador do Rei do Delivery e gestor de tráfego pago para restaurantes
Pix no delivery: como receber sem golpe
O golpe mais comum no delivery é o comprovante de Pix falso, mostrado na tela do celular do entregador ou do cliente para simular um pagamento que nunca chegou à conta. Esse tipo de fraude costuma custar entre R$ 100 e R$ 400 por mês para quem vende em volume e não confere o valor direto no banco. É um problema de processo, não de tecnologia, e se resolve com dois hábitos simples.
Conferir o comprovante certo
Comprovante de tela não vale nada. O único jeito confiável é abrir o próprio aplicativo do banco e ver o valor entrando na conta, com o nome de quem pagou. Uma açaiteria em Belém que perdia cerca de R$ 300 por mês em golpe de comprovante cortou o prejuízo quase a zero quando passou a exigir essa conferência antes de liberar a saída do pedido.
QR Code dinâmico
QR Code dinâmico gera uma cobrança com valor fechado e prazo de validade, o que elimina a possibilidade de o cliente alegar erro de valor ou tentar pagar menos. É mais seguro que passar a chave Pix solta no chat, porque o valor já vem certo.

O Rei do Delivery, sistema brasileiro de cardápio digital com pedidos pelo WhatsApp e zero comissão por pedido, mostra a chave Pix do próprio lojista direto no checkout do cardápio, sem intermediário guardando o dinheiro no meio do caminho. O cliente paga, o valor cai direto na conta do dono do restaurante, e o pedido chega formatado no WhatsApp para a cozinha.
Se hoje 80% do seu faturamento ainda vem de marketplace, não troque a forma de pagamento de uma vez só. Migre primeiro a base de clientes para o canal próprio, depois ajuste a forma de receber. Trocar tudo ao mesmo tempo costuma confundir quem já tinha o hábito de pedir pelo aplicativo antigo.
Como ativar cada forma no seu cardápio próprio
Ativar Pix no Rei do Delivery é simples: no painel, em configurações de pagamento, cadastre a chave Pix que vai receber o dinheiro. Ela aparece automaticamente no checkout do cardápio, sem custo de mensalidade adicional para essa forma.
Para pagamento online, o lojista conecta um gateway de cartão dentro do próprio cardápio, no plano que oferece essa integração. O cliente escolhe pagar antes, o pedido só sai da fila depois da confirmação, e o caixa fecha sozinho no fim do dia.
Para manter a maquininha, basta deixar a opção "cartão na entrega" ativa no checkout, ao lado do Pix. Isso evita perder o cliente que ainda prefere pagar na porta, sem abrir mão do canal próprio para o restante da base.
- Acesse o painel do cardápio e entre em configurações de pagamento.
- Cadastre a chave Pix do CNPJ ou CPF que vai receber.
- Ative "cartão na entrega" se ainda tiver cliente que paga na maquininha.
- Avalie o gateway de pagamento online se quiser antecipar caixa e reduzir calote.
- Revise a lista de formas ativas a cada trimestre, olhando o que o cliente realmente está usando.
Uma comissão de 20% sobre R$ 8.000 por mês em pedidos de marketplace dá R$ 1.600 por mês, o que vira R$ 19.200 por ano. Ativar Pix e pagamento online no canal próprio não muda essa conta sozinho, mas é o primeiro passo para deixar de depender do aplicativo que cobra essa comissão.
Para fechar o mês sem depender de planilha solta, vale organizar as taxas de cada forma de pagamento dentro do controle financeiro do delivery. Combinado com a taxa de entrega calculada por bairro, a forma de pagamento fecha o resto da conta do seu delivery próprio.
Para testar Pix, pagamento online e cartão na entrega no mesmo checkout, crie seu cardápio grátis no Rei do Delivery. Quem já vende em volume e quer o gateway de pagamento online liberado pode comparar os planos em reidodelivery.com.br/planos.
Perguntas frequentes
Qual forma de pagamento é mais barata no delivery?
O Pix, porque não cobra taxa de recebimento na maioria dos bancos e cai na conta na hora, sem prazo de repasse.
Preciso de maquininha se já tenho Pix?
Depende do público. Se parte do cliente ainda paga com cartão físico na entrega, manter a maquininha evita perder essa venda, mesmo pagando taxa por ela.
Como receber Pix no delivery sem cair em golpe?
Confira sempre o valor direto no aplicativo do banco, nunca em comprovante de tela, e use QR Code dinâmico sempre que possível.
Dá para receber pagamento direto no cardápio digital?
Sim. Um cardápio com gateway integrado cobra o cliente antes de o pedido sair da cozinha, o que antecipa o caixa do lojista.
Vale-refeição vale a pena no delivery?
Vale a pena para captar o horário de almoço comercial, mas cobra a maior taxa entre as formas de pagamento e o repasse demora mais.