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Vale a Pena Vender no iFood? A Conta Real por Faixa de Faturamento (2026)

Taxas oficiais e o custo real por faturamento mensal

Por Equipe Rei do Delivery · 24/07/2026 · 7 min de leitura
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Vale a Pena Vender no iFood?

Vale a pena vender no iFood se você precisar de vitrine e volume, mas só compensa quando o preço do cardápio já embute a comissão do plano escolhido. Abaixo estão as taxas oficiais verificadas em 21/07/2026 e a conta real de três restaurantes, de R$ 5 mil a R$ 40 mil de faturamento mensal, para você decidir com números do seu próprio caso.

Quanto o iFood cobra de verdade (planos e taxas)

O iFood trabalha com dois planos principais. A comissão incide sobre o valor total do pedido, incluindo a taxa de entrega quando ela existe. Valores conferidos na página oficial de parceiros do iFood em 21 de julho de 2026.

ItemPlano BásicoPlano Entrega
Comissão por pedido12%23%
Taxa de pagamento online3,2%3,2% a 3,5%
Custo total por pedido~15,2%~26,2% a 26,5%
Mensalidade (faturamento acima de R$ 1.800/mês)R$ 110R$ 150
Quem faz a entregaO restauranteO iFood

Plano Básico

No Plano Básico você paga 12% de comissão mais 3,2% de taxa de pagamento online, um total de 15,2% por pedido. Em troca, você mantém sua própria equipe de entrega. Esse plano compensa quando o custo do seu motoboy fica abaixo de 11 pontos percentuais do ticket médio, a diferença entre os dois planos.

Plano Entrega

No Plano Entrega a comissão sobe para 23%, mais a taxa de pagamento, totalizando entre 26,2% e 26,5% por pedido. O iFood assume a logística inteira, o que resolve a operação para quem não tem entregador próprio ou não quer gerir escala de entrega.

Taxas extras que passam despercebidas

Além da comissão, existem custos que raramente entram na conta do dono de restaurante na hora de decidir se vale a pena vender no app:

  • Mensalidade de R$ 110 a R$ 150 quando o faturamento no app ultrapassa R$ 1.800 no mês.
  • Taxa de antecipação de recebíveis, em torno de 4%, para quem não espera o prazo padrão de repasse de cerca de 14 dias úteis.
  • Embalagens descartáveis, que o marketplace não cobre e o restaurante paga do próprio bolso.
  • Taxa de serviço cobrada do cliente final, entre R$ 0,99 e R$ 2,49 por pedido, que não sai do caixa do restaurante mas encarece o prato para quem compra, reduzindo a competitividade de preço frente a um canal próprio.

O erro mais comum é usar o mesmo preço do balcão dentro do aplicativo. Se um prato custa R$ 30 no salão e sai por R$ 30 também no iFood no Plano Entrega, a comissão de 26,5% consome quase R$ 8 desse valor antes de qualquer custo de ingrediente. O preço dentro do app precisa embutir a taxa do plano escolhido, ou a margem desaparece silenciosamente pedido após pedido.

A conta real: 3 restaurantes, 3 resultados

Números batem diferente dependendo do faturamento. Veja o custo anual aproximado no Plano Entrega, o mais comum entre quem não tem frota própria, para três faixas de faturamento mensal.

Faturamento R$ 5 mil/mês

Uma hamburgueria pequena que fatura R$ 5.000 por mês inteiramente pelo iFood paga cerca de R$ 1.325 de comissão e taxa de pagamento, mais R$ 150 de mensalidade. Isso soma R$ 1.475 por mês, ou R$ 17.700 por ano, saindo direto da margem do negócio.

Faturamento R$ 15 mil/mês

Uma pizzaria de bairro faturando R$ 15.000 mensais no mesmo plano paga aproximadamente R$ 3.975 de comissão e taxa, mais R$ 150 de mensalidade. O total mensal fica em R$ 4.125, o equivalente a R$ 49.500 por ano só em taxas do marketplace.

Faturamento R$ 40 mil/mês

Um restaurante de porte médio com R$ 40.000 de faturamento mensal chega a R$ 10.600 de comissão e taxa, mais R$ 150 de mensalidade. São R$ 10.750 por mês, R$ 129.000 por ano. Nessa faixa, o valor anual perdido em comissão já paga o salário de um funcionário extra em tempo integral.

Quando o iFood vale a pena (e quando ele vira o seu sócio majoritário)

O critério é a margem bruta do prato antes da comissão. Se a margem ficar acima de 35%, o iFood absorve a taxa e ainda sobra lucro, porque o volume adicional compensa o desconto. Se a margem ficar abaixo de 20%, boa parte do lucro sai pela taxa e o restaurante está, na prática, trabalhando para pagar a plataforma.

O sinal de alerta chega quando mais de 70% do faturamento total do negócio depende só do marketplace. Nesse ponto, qualquer mudança de taxa ou de regra de exposição no app afeta diretamente o caixa, sem que o dono do restaurante tenha qualquer controle sobre a decisão. Para entender exatamente quanto isso representa no seu caso, vale calcular quanto custa a comissão do iFood por mês com o seu próprio volume de pedidos. Quando esse sinal já apareceu, vale conhecer como sair do iFood sem perder clientes e também as alternativas ao iFood sem comissão disponíveis hoje.

Existe também uma diferença por tipo de negócio. Uma açaiteria ou lanchonete de ticket baixo, com pedido médio de R$ 25 a R$ 35, sente a comissão de forma mais pesada em termos relativos, porque a mensalidade fixa de R$ 110 ou R$ 150 pesa mais sobre um faturamento menor. Já uma churrascaria ou restaurante japonês, com ticket médio de R$ 120 a R$ 180, sente o impacto em valor absoluto: 23% sobre um pedido de R$ 150 são R$ 34,50 saindo de uma única venda, o equivalente ao lucro de vários pedidos pequenos.

Como precificar para não vender no prejuízo

A conta de precificação por canal é simples e pode ser feita em qualquer restaurante em poucos minutos:

  1. Calcule o custo do prato (ingredientes, embalagem e mão de obra direta).
  2. Defina a margem de lucro desejada sobre esse custo, por exemplo 40%.
  3. Some a comissão do plano escolhido sobre o preço final, não sobre o custo. No Plano Entrega, use 26,5%; no Plano Básico, 15,2%.
  4. Ajuste o preço exibido no app até que, depois de descontada a comissão, a margem desejada sobre o custo ainda se mantenha.

Na prática, um prato que custa R$ 20 e deveria ser vendido a R$ 32 no balcão, para manter 40% de margem, precisa sair por cerca de R$ 40 no Plano Entrega do iFood. É essa diferença de preço entre canais que garante que a comissão seja paga pelo cliente do marketplace, e não pela margem do restaurante.

A estratégia híbrida: vitrine no iFood, lucro no canal próprio

A tese que mais aparece entre quem já passou por isso é simples: usar o iFood como vitrine de aquisição de clientes novos e migrar o cliente recorrente para um canal próprio sem comissão. O primeiro pedido de um cliente novo vem pelo marketplace. Da segunda compra em diante, o restaurante direciona esse mesmo cliente para o WhatsApp.

O Rei do Delivery, sistema de cardápio digital sem comissão por pedido, foi construído para essa segunda etapa. O pedido chega formatado no WhatsApp, o pagamento cai via Pix direto na chave do lojista, e a base de clientes fica com o restaurante, exportável a qualquer momento. Não existe comissão por venda, apenas uma mensalidade fixa.

Para testar esse canal próprio sem custo inicial, dá para criar um cardápio digital grátis e comparar na prática quanto sobra de margem fora do marketplace. Quem já tem volume maior e quer recursos completos de gestão pode conhecer os planos do Rei do Delivery.

Estrategia hibrida de vendas no iFood e no canal proprio
Fluxo da estratégia híbrida: iFood na aquisição, canal próprio na recompra

Como migrar cliente sem quebrar regra da plataforma

A migração funciona dentro das regras quando acontece fora do fluxo de pedido do marketplace, nunca pedindo ao cliente para trocar de canal dentro do próprio app do iFood. Três formas simples de fazer isso:

  • Inserir um cartão ou adesivo com QR Code do cardápio próprio dentro da embalagem de entrega.
  • Oferecer um desconto exclusivo para pedidos feitos direto pelo WhatsApp, visível na embalagem ou em um comunicado após a entrega.
  • Usar o contato salvo do Pix ou da conversa de atendimento para enviar promoções futuras, já fora do marketplace.

Para o passo a passo completo dessa transição, o guia sobre como migrar clientes do iFood para o WhatsApp detalha cada etapa.

Custo real do iFood por faixa de faturamento em 2026
Custo anual estimado no Plano Entrega, por faixa de faturamento mensal
#Comissão de Marketplace#Delivery Próprio#iFood#Precificação para Delivery

Perguntas frequentes

Quanto sobra de uma venda de R$ 50 no iFood?

No Plano Entrega, com 23% de comissão mais 3,2% de taxa de pagamento, o restaurante paga cerca de R$ 13,10 sobre um pedido de R$ 50, ficando com aproximadamente R$ 36,90 líquidos, antes do custo do prato.

Vale a pena sair do iFood?

Depende do mix de canais do restaurante. Quem já tem base de clientes fiéis e movimento próprio de WhatsApp costuma reduzir a dependência aos poucos, sem sair de uma vez.

Dá para vender no iFood e no WhatsApp ao mesmo tempo?

Sim, essa é a estratégia híbrida: manter o iFood como canal de aquisição e crescer o WhatsApp como canal de margem, sem abandonar nenhum dos dois.

O que compensa mais: iFood ou delivery próprio?

Para margem de prato acima de 35% e baixo volume, o iFood tende a compensar como canal de aquisição. Para quem já tem volume e recompra, um canal próprio sem comissão costuma reter mais margem no longo prazo.

Como vender no iFood sem prejuízo?

O primeiro passo é embutir a comissão do plano escolhido no preço do cardápio dentro do app, sem usar o mesmo preço do balcão. O segundo é acompanhar a margem líquida por prato todo mês, não só o faturamento bruto.

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