Quanto Custa um Motoboy para Delivery? CLT, MEI ou App
CLT, diária, MEI ou app: veja o custo real de cada modelo e a tabela de decisão por volume de pedidos
Um motoboy CLT custa entre R$ 3.000 e R$ 4.500 por mês para o seu delivery, somando salário, encargos e adicional de periculosidade. Um motoboy por diária ou MEI fica entre R$ 80 e R$ 100 por dia mais R$ 4 a R$ 6 por entrega. Já a entrega sob demanda de aplicativo cobra por corrida, sem custo fixo, mas o valor por entrega costuma ser o mais alto dos três modelos em volume baixo. A escolha certa depende de quantos pedidos você despacha por dia, e é isso que essa tabela de decisão resolve.
Quanto custa um motoboy em 2026: resumo direto
Existem três formas de pagar a entrega do seu delivery: contratar um motoboy CLT, fechar por diária ou MEI, ou usar a entrega sob demanda de um aplicativo. Cada uma tem uma lógica de custo diferente.
| Modelo | Custo mensal fixo | Custo por entrega | Melhor para |
|---|---|---|---|
| CLT | R$ 3.000 a R$ 4.500 | Cai com o volume | Alto volume constante |
| Diária ou MEI | R$ 80 a R$ 100/dia | + R$ 4 a R$ 6 | Volume médio, sem vínculo |
| Entrega sob demanda (app) | Zero | R$ 7 a R$ 12 ou mais | Volume baixo ou irregular |
Os valores de piso salarial e encargos variam por convenção coletiva e cidade. Use as faixas acima como referência e confirme o piso vigente na sua região antes de fechar contrato.

Modelo 1: motoboy CLT
Contratar um motoboy com carteira assinada é o modelo mais previsível, mas também o que exige o cálculo mais completo. O erro comum é olhar só o salário e esquecer os encargos.
Salário, encargos e periculosidade
O piso salarial de motoboy costuma ficar entre R$ 1.600 e R$ 1.900 em 2026, variando por estado e convenção coletiva, com reajustes ao longo do ano que podem mudar essa faixa na sua região. Sobre esse valor incidem encargos que somam entre 60% e 80%: FGTS, 13º salário, férias com um terço, INSS patronal e o adicional de periculosidade.
O adicional de periculosidade é obrigatório por lei para motociclistas profissionais, conforme o Art. 193 da CLT e a Lei 12.997/2014. Ele corresponde a 30% do salário base e não pode ser negociado para menos, já que é um direito garantido pela categoria motociclística desde 2014.
Vale de transporte, quando aplicável, e eventual ajuda de custo com manutenção da moto entram como despesa adicional, mas não fazem parte do cálculo trabalhista obrigatório. Alguns donos de delivery optam por pagar um valor fixo mensal de combustível ou desgaste do veículo, o que aumenta o custo real além dos encargos formais.
Custo total mensal real
Somando salário, encargos e periculosidade, o custo total de um motoboy CLT fica entre R$ 3.000 e R$ 4.500 por mês, dependendo da cidade e do porte da folha. Uma pizzaria que paga perto do teto dessa faixa de salário base chega perto de R$ 4.000 com tudo incluso, considerando encargos em torno de 70%.
Esse valor é fixo, independente de quantas entregas o motoboy faz no mês. Se ele faz 500 entregas no mês, o custo por entrega fica em torno de R$ 8. Se faz 800 entregas, o custo por entrega cai para R$ 5. É aí que mora a vantagem do modelo CLT: quanto mais pedidos, menor o custo por entrega, ao contrário dos modelos por corrida avulsa.
Um segundo motoboy CLT só se paga quando o primeiro já está no limite de entregas por turno, normalmente entre 15 e 20 por período de 6 a 8 horas, dependendo da distância média e do trânsito da cidade.
Modelo 2: MEI, diária ou por entrega
Fechar com um motoboy MEI ou pagar por diária é a alternativa mais flexível para quem não tem volume constante o suficiente para justificar um CLT.
Faixas de diária e valor por corrida
A diária de um motoboy autônomo costuma ficar entre R$ 80 e R$ 100, cobrindo um turno de trabalho de 6 a 8 horas. Alguns cobram por entrega avulsa, de R$ 4 a R$ 6 por corrida em raio curto, subindo conforme a distância e o horário.
Se o seu delivery faz 20 entregas em um turno de diária a R$ 90, o custo por entrega cai para R$ 4,50. Se faz só 8 entregas no mesmo turno, o custo por entrega sobe para mais de R$ 11, ficando perto do valor cobrado pelos aplicativos de entrega sob demanda.
Uma hamburgueria com movimento concentrado na sexta e no sábado costuma preferir esse modelo justamente por essa flexibilidade: contrata a diária só nos dias de pico e usa entrega sob demanda no restante da semana, sem pagar salário fixo por dias parados.
Risco jurídico de subordinação
Contratar como MEI só é seguro juridicamente se não houver subordinação: horário fixo, uniforme obrigatório, exclusividade e ordens diretas de supervisão configuram vínculo de emprego disfarçado. O risco é passivo trabalhista retroativo, incluindo férias, FGTS e verbas rescisórias cobradas na Justiça do Trabalho anos depois.
Para reduzir o risco, mantenha o MEI livre para recusar corridas, permita que trabalhe para outros estabelecimentos e evite exigir presença fixa em horário determinado. Ainda assim, consulte um contador ou advogado trabalhista antes de estruturar o contrato dessa forma, porque a linha entre autonomia real e subordinação disfarçada depende do caso concreto.
Modelo 3: entrega sob demanda dos apps
A entrega sob demanda funciona sem custo fixo: você paga só quando usa, por corrida.
Como funciona e quanto custa
O valor por entrega nesse modelo costuma ficar acima de R$ 7, podendo passar de R$ 12 em horários de pico ou distâncias maiores. Não há salário, férias ou encargos, mas também não há previsibilidade: o preço sobe conforme a demanda da região no momento do pedido, e em dias de chuva ou alta demanda o valor por corrida pode dobrar.
Para um delivery com 10 entregas por dia, o custo mensal fica perto de R$ 2.400, considerando R$ 8 por entrega em 30 dias. Para 40 entregas por dia, esse mesmo custo por entrega levaria o gasto mensal a quase R$ 9.600, valor que já ultrapassa o custo de um motoboy CLT rodando o mês inteiro.
O conflito de interesse de quem recomenda
Vale um alerta honesto. Blogs de grandes marketplaces de delivery recomendam a própria solução de entrega sob demanda como a mais vantajosa, mas são parte interessada nessa venda. Compare sempre o custo por entrega desse modelo com o CLT e a diária antes de decidir, sem levar em conta só o discurso de quem lucra com a sua escolha.
Tabela de decisão por volume de pedidos
Com poucos pedidos por dia, o modelo sob demanda ou a diária avulsa custam menos. Acima de uma faixa de volume, o CLT fica mais barato por entrega e ganha em previsibilidade.
| Pedidos por dia | Modelo recomendado | Por quê |
|---|---|---|
| Até 15 | Entrega sob demanda (app) | Sem custo fixo compensa o volume baixo |
| 16 a 40 | Diária ou MEI | Custo por entrega cai com volume médio |
| Acima de 40 a 60 | CLT | Custo fixo diluído vence os outros modelos |
Esse threshold de 40 a 60 pedidos diários aparece em mais de uma fonte do setor como o ponto de virada para motoboy fixo. Se o seu delivery está perto dessa faixa, vale simular os três modelos com os números reais do seu bairro antes de contratar.
Outra referência comum no setor é o volume semanal: em torno de 200 entregas por semana já justifica motoboy próprio em vez de terceirizado. Trate os dois thresholds como faixa de referência, não como regra fixa, e ajuste ao seu ticket médio e à sua margem.

Quantos motoboys preciso para o meu delivery
Um motoboy dá conta de 15 a 20 entregas por turno de 6 a 8 horas, considerando raio de entrega de até 5 km em área urbana com trânsito moderado. Delivery com dois turnos, almoço e jantar, costuma precisar de reforço no segundo turno se o volume por período passar desse teto.
Uma pizzaria que faz 60 pedidos numa sexta à noite, concentrados em três horas, não resolve isso com um motoboy só. Nesse cenário, a conta muda: em vez de contratar um segundo CLT para picos pontuais, muitos donos combinam um motoboy fixo para a base de pedidos da semana com entrega sob demanda ou diária extra só nos dias de pico, evitando folha inchada em dias fracos.
Regra prática de bolso: some as entregas da semana toda, divida por 15 (limite conservador por turno) e por 6 dias úteis de operação. O resultado aproxima quantos motoboys em turno único você precisa para não sobrecarregar a equipe nem pagar ociosidade.
Como pagar a entrega sem comissão comendo a margem
Seja qual for o modelo de motoboy escolhido, existe um custo paralelo que aperta ainda mais a conta: a comissão do marketplace sobre cada pedido. Uma comissão de 25% sobre R$ 10.000 em vendas mensais consome R$ 2.500 todo mês, o equivalente a R$ 30.000 por ano que poderiam pagar o motoboy inteiro.
O Rei do Delivery, sistema de cardápio digital sem comissão por pedido, resolve essa segunda ponta da conta. Você recebe pedidos formatados direto no WhatsApp, sem depender de anotação por áudio ou mensagem perdida no meio da conversa, com Pix na sua própria chave caindo na hora e mensalidade fixa, sem taxa por venda. O dinheiro que sobraria de comissão pode ir direto para bancar o motoboy que você escolheu na tabela acima.
Isso importa porque o cálculo de motoboy que você acabou de fazer só faz sentido dentro de uma margem saudável. Se o marketplace ainda está levando 20% ou mais de cada pedido, qualquer economia na entrega é parcialmente anulada pela comissão que segue rodando por fora.
Reduzir o custo da entrega só faz sentido completo se você também parar de pagar comissão por pedido em cima do que já vendeu.
Para simular o quanto sua operação está perdendo hoje, veja também quanto você paga de comissão no iFood e como calcular a taxa de entrega que cobre o custo real do motoboy sem espantar cliente. Para organizar a operação como um todo, o guia de gestão completa do delivery conecta esse cálculo de logística com o resto do negócio.
Perguntas frequentes
Veja as dúvidas mais comuns sobre o custo de motoboy para delivery.
Quanto custa um motoboy CLT por mês?
Um motoboy CLT custa entre R$ 3.000 e R$ 4.500 por mês, somando salário, encargos e o adicional de periculosidade obrigatório por lei. O valor varia conforme a cidade e a convenção coletiva.
Quanto cobra um motoboy por entrega?
Motoboys por diária ou MEI costumam cobrar de R$ 4 a R$ 6 por corrida em raio curto. Já a entrega sob demanda de aplicativo fica acima de R$ 7, podendo passar de R$ 12 em horários de pico.
Com quantos pedidos por dia compensa motoboy próprio?
A partir de 40 a 60 pedidos por dia, o custo fixo do motoboy CLT se dilui e fica mais barato por entrega do que os modelos avulsos. Abaixo dessa faixa, diária ou entrega sob demanda costumam compensar mais.
Motoboy MEI dá vínculo trabalhista?
Existe risco de vínculo se houver subordinação, como horário fixo, exclusividade e ordens diretas de supervisão. Consulte um contador ou advogado trabalhista antes de estruturar o contrato dessa forma.
Monte seu cardápio digital sem comissão e comece a receber pedidos direto no WhatsApp: crie seu cardápio grátis. Se quiser comparar os planos antes, veja as opções em planos do Rei do Delivery.