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Quanto Fatura uma Pastelaria por Mês? A Conta do Ticket Baixo e Giro Alto (2026)

Faturamento por formato, ponto de equilíbrio em unidades e o custo real do pastel

Por Equipe Rei do Delivery · 18/08/2026 · 8 min de leitura
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Quanto Fatura uma Pastelaria por Mês?

Uma pastelaria de rua fatura entre R$ 10.000 e R$ 30.000 por mês. Uma barraca de feira fica entre R$ 3.500 e R$ 10.000. Uma operação em praça de alimentação de shopping passa de R$ 70.000 quando é rede madura, mas para o negócio independente o número real fica muito abaixo disso. A diferença inteira mora no volume de pasteis vendidos por dia, não no preço do pastel.

Resposta rápida: a faixa de faturamento por formato

Pastelaria não vive de ticket alto. Vive de giro. Um pastel custa entre R$ 5 e R$ 12, então o faturamento mensal depende quase inteiramente de quantas unidades saem por dia, multiplicadas pelos dias de operação.

FormatoFaturamento mensalPasteis/dia (média)Margem líquida típica
Barraca de feiraR$ 3.500 a R$ 10.00025 a 7015% a 25%
Loja de ruaR$ 10.000 a R$ 30.00060 a 15010% a 20%
Praça de alimentaçãoR$ 15.000 a R$ 40.00080 a 2005% a 12%

A faixa de praça de alimentação carrega o custo de ponto mais alto do setor, o que explica a margem mais apertada mesmo com faturamento maior. Os valores são uma estimativa de referência para 2026, sujeitos a variação regional de insumo e aluguel, e não substituem o cálculo específico do seu ponto.

Balcão de pastelaria com pasteis recém fritos
O giro diário de pasteis, não o ticket médio, define o faturamento da pastelaria.
Tabela de faturamento de pastelaria por formato de operação
Faturamento, volume diário e margem variam bastante entre feira, rua e shopping.

Faturamento por formato de operação

Cada formato de pastelaria tem uma estrutura de custo completamente diferente. Comparar o faturamento sem separar o formato é o erro mais comum nos textos sobre o tema.

Barraca de feira

Custo fixo baixo, geralmente só a diária da feira e o combustível do transporte. O gargalo é o número de feiras que o dono consegue cobrir por semana. Uma barraca ativa em 3 feiras, vendendo 40 pasteis por feira a R$ 8, fatura cerca de R$ 4.320 no mês. É o formato de entrada mais comum para quem está testando o negócio.

Loja de rua

Aluguel, conta de luz do fritador e folha de pagamento entram na conta. Em compensação, o fluxo é diário e o delivery pode ser somado ao presencial sem custo de ponto adicional. Uma loja vendendo 100 pasteis por dia a R$ 9 em 26 dias úteis fatura R$ 23.400 no mês, dentro da faixa da tabela acima.

Praça de alimentação

O fluxo de pessoas é o maior de todos os formatos, mas o custo de ponto em shopping costuma consumir de 15% a 25% do faturamento bruto só de aluguel percentual e taxa de condomínio. Por isso o volume de vendas precisa ser bem maior para que a margem final não fique menor que a de uma loja de rua.

Quantos pasteis por dia isso representa

Esta é a pergunta que o dono de pastelaria realmente faz, e que a maioria dos textos sobre o tema não responde: quantas unidades por dia sustentam a operação.

O cálculo a partir do ticket médio

Ticket médio de pastelaria com bebida fica em torno de R$ 12 a R$ 15, somando o pastel e um refrigerante ou suco. Para chegar a R$ 15.000 de faturamento mensal em 26 dias de operação, o negócio precisa vender cerca de 40 tickets por dia, o que equivale a 45 a 55 pasteis, considerando que nem todo pedido leva bebida.

O ponto de equilíbrio em unidades

Ponto de equilíbrio é o número de pasteis que cobre exatamente o custo fixo do mês, sem sobrar nem faltar. A fórmula é direta: custo fixo mensal dividido pela margem de contribuição por unidade.

Exemplo com variáveis expostas: custo fixo de R$ 4.000 (aluguel, luz, uma pessoa de apoio) e margem de contribuição de R$ 5 por pastel (preço de venda de R$ 9 menos custo variável de R$ 4). O ponto de equilíbrio é R$ 4.000 dividido por R$ 5, ou seja, 800 pasteis no mês, cerca de 31 por dia em 26 dias úteis. Abaixo disso, a pastelaria opera no vermelho naquele mês.

Quanto sobra: o custo real do pastel

Faturamento alto não significa lucro alto. A margem de 60% citada em vários lugares é margem bruta de produto, calculada só sobre massa e recheio. Ela não inclui aluguel, luz, gás, embalagem e mão de obra, que são os itens que realmente definem quanto sobra no fim do mês.

Massa, recheio e óleo

Um pastel de frango de 15 cm custa entre R$ 4 e R$ 5 para produzir, considerando massa, recheio, óleo de fritura e embalagem. O óleo é o item mais esquecido nas contas de custo: um fritador médio consome óleo que precisa ser trocado a cada 2 a 3 dias de uso intenso, e essa troca raramente entra na planilha do dono iniciante.

Mão de obra e ponto

Uma pessoa na fritura e outra no atendimento é o mínimo viável para operação de loja de rua com volume acima de 60 pasteis por dia. Em praça de alimentação, o custo de ponto costuma ser o maior item de despesa fixa, superando às vezes a folha de pagamento.

Margem líquida típica

Depois de descontar todos os custos fixos e variáveis, a margem líquida real de uma pastelaria fica entre 10% e 20% na maioria dos formatos, caindo para a faixa de 5% a 12% em praça de alimentação por causa do custo de ponto. Uma pastelaria que fatura R$ 20.000 por mês com margem líquida de 15% coloca R$ 3.000 no bolso do dono, não R$ 12.000 como a margem bruta de 60% sugeriria.

Composição do custo unitário de um pastel
Massa, recheio, óleo e ponto formam o custo real por unidade.

Onde a pastelaria ganha margem

Com a margem líquida apertada, cada ponto percentual de melhoria vem de três frentes que não dependem de vender mais pastel.

Bebida e combo

Bebida tem margem muito maior que o pastel, porque não tem custo de produção, só compra e revenda. Um combo de pastel mais refrigerante que aumenta o ticket médio em R$ 4 a R$ 5 melhora a margem do pedido inteiro sem exigir nenhum trabalho extra de cozinha.

Delivery e encomenda

O delivery evita o custo de mesa e de atendimento presencial, mas cobra pedágio quando passa por marketplace. Uma comissão de 20% sobre um ticket de R$ 30 tira R$ 6 do pedido, que é quase o custo variável de um pastel inteiro. Um canal de delivery próprio, sem comissão por pedido, devolve exatamente essa margem para o bolso do lojista.

É aqui que o Rei do Delivery, sistema de cardápio digital para pastelaria sem comissão por pedido, entra na conta: o cliente monta o pedido no cardápio, o lojista recebe tudo formatado no WhatsApp, sem erro de anotação e sem taxa de intermediação no pagamento via Pix na própria chave do lojista.

Cardápio enxuto e giro

Pastelaria vive de giro rápido. Um cardápio enxuto, organizado por margem e não só por categoria, reduz o tempo de decisão do cliente e aumenta o número de pedidos por hora em horário de pico. Isso pesa mais no ticket médio do que qualquer variação de preço unitário.

Pastelaria de feira, lanchonete ou pastelaria de shopping: qual formato compensa mais

Quem está decidindo entre abrir uma pastelaria de feira, uma loja de rua ou uma banca em shopping deve comparar dois números, não um: o custo fixo mensal e a previsibilidade do fluxo de clientes.

A feira tem custo fixo baixíssimo mas fluxo limitado aos dias de feira. Se a região tem só duas feiras por semana, o teto de faturamento fica travado ali, por mais que a fila cresça. É o formato certo para testar receita e ponto antes de investir em aluguel fixo.

A loja de rua equilibra os dois lados, com custo fixo médio e fluxo diário. É o formato que mais se beneficia de somar delivery ao presencial, porque o fritador e a mão de obra já estão pagos pela operação de balcão, e cada pedido extra de delivery vira quase lucro puro, descontado só o custo variável do pastel e a embalagem.

A praça de alimentação tem o maior fluxo potencial, mas também o maior custo fixo, o que só compensa acima de um volume alto de vendas diárias. Antes de assinar contrato de shopping, vale simular o ponto de equilíbrio da seção anterior usando o aluguel percentual real do contrato, não a média de mercado, porque cada shopping cobra de forma diferente.

O mesmo raciocínio de volume vale para outros negócios de ticket baixo: o padrão se repete, negócio de ticket baixo vive de giro, não de preço.

Todo número desta página varia por região, por preço local de insumo (farinha, óleo, gás) e por câmbio da economia no momento da leitura. Use as faixas como referência de raciocínio, não como garantia de resultado.

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Perguntas frequentes

Pastelaria dá lucro?

Dá, mas a margem líquida real fica entre 10% e 20% na maioria dos formatos, bem abaixo dos 60% de margem bruta citados em muitos lugares. O volume mínimo de pasteis por dia é o que decide se o mês fecha no azul.

Quantos pasteis preciso vender por dia?

Depende do custo fixo do seu ponto. Com custo fixo de R$ 4.000 e margem de R$ 5 por pastel, o ponto de equilíbrio fica perto de 31 pasteis por dia em 26 dias úteis. Abaixo disso, a operação não cobre as contas naquele mês.

Vale mais feira ou loja fixa?

Feira tem custo fixo menor e risco menor para começar, mas teto de faturamento mais baixo. Loja fixa exige mais capital de giro, mas permite somar delivery sem custo adicional relevante e escalar o faturamento além do que a feira permite.

Quanto custa abrir uma pastelaria pequena?

O investimento inicial varia com o formato: uma barraca de feira custa uma fração do que custa montar uma loja de rua com fritador, balcão e reforma. O maior gasto recorrente depois de aberto costuma ser o óleo de fritura, seguido do aluguel nos formatos fixos.

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