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Como Usar os Dados do Delivery para Vender Mais

O metodo dos 5 numeros que todo delivery ja tem, sem planilha complicada

Por Equipe Rei do Delivery · 12/07/2026 · 8 min de leitura
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Como Usar os Dados do Delivery

Cinco números que já estão no seu sistema ou no seu WhatsApp dizem exatamente onde seu delivery está perdendo dinheiro: pedidos por dia e hora, ticket médio, itens mais vendidos, clientes que sumiram e origem do pedido. Nenhuma planilha nova, nenhum curso de BI. Só olhar o que você já tem.

Por que o feeling sai caro no delivery

Decidir no feeling parece rápido, mas custa caro. Um dono de hamburgueria em São Paulo cortou o combo de terça achando que "não vendia mais", só pelo movimento visual do salão vazio. Três semanas depois, o histórico do sistema mostrou que a terça vendia 22% acima da média, só que via WhatsApp, fora do horário de pico do salão. O combo voltou, e as vendas de terça subiram nas semanas seguintes.

Achismo não é intuição errada. É informação incompleta. Quem decide olhando só o movimento do salão ou a sensação de "hoje está fraco" ignora um volume de pedidos que já está registrado em algum lugar: no sistema de cardápio, na conversa do WhatsApp ou no aplicativo de entrega.

O problema não é falta de dado. É falta de rotina para olhar o dado. Os cinco números abaixo completam o quadro em menos de uma hora por semana, sem curso de planilha e sem sistema novo.

Número 1: pedidos por dia e por hora

Resposta direta: pedidos por dia e por hora mostram exatamente quando sua demanda cai, para você agir com promoção, cardápio reduzido ou reforço de equipe no horário certo, em vez de adivinhar.

Todo pedido registrado no sistema ou nas conversas do WhatsApp carrega data e hora. Basta separar os últimos 30 dias por dia da semana e depois por faixa de horário. Padrões aparecem rápido: segunda e terça costumam ser os dias mais fracos do delivery brasileiro, e o intervalo das 15h às 18h costuma ser o "vale" entre almoço e janta.

Uma pizzaria de bairro no Rio identificou que 40% do movimento de terça acontecia entre 20h e 21h30. Em vez de fechar mais cedo, ela concentrou o time nesse intervalo e cortou o resto do turno. O prejuízo de terça virou lucro em dois meses.

Se esse é o seu primeiro diagnóstico, vale repetir o exercício por quatro semanas seguidas antes de mudar qualquer coisa no cardápio ou na equipe. Um único dia fraco pode ser coincidência, feriado ou chuva. Um padrão de quatro semanas é informação para decidir em cima. Para o passo a passo completo de recuperação de dias e horários fracos, o guia de diagnóstico e plano de recuperação de dias fracos detalha as ações práticas para cada padrão encontrado.

Número 2: ticket médio

Ticket médio é quanto cada pedido deixa de receita, em média, num período. A conta é simples: some o faturamento do mês e divida pelo número de pedidos. Um delivery que fatura R$ 30.000 com 500 pedidos tem ticket médio de R$ 60.

Esse número sozinho já aponta ação. Ticket médio baixo geralmente pede combo, upsell de bebida ou sobremesa no checkout. Ticket médio estagnado por meses, mesmo com pedidos crescendo, é sinal de que o cardápio precisa de reposicionamento de preço ou de itens de maior margem.

Vale acompanhar o ticket médio separado por canal também. É comum o ticket médio do WhatsApp ser diferente do ticket médio do marketplace, porque quem compara preços entre lojas se comporta diferente de quem já conhece o cardápio e pede direto.

Para a conta completa, com exemplos de metas por nicho, o artigo sobre como calcular o ticket médio do delivery traz o passo a passo.

Número 3: itens mais e menos vendidos

O ranking de pratos mais pedidos revela o que sustenta o caixa. O ranking dos menos pedidos revela o que está ocupando espaço no cardápio sem retorno. Os dois juntos formam a base da engenharia de cardápio: manter e destacar o que vende com boa margem, reformular ou cortar o que não sai.

Uma marmitaria de Belo Horizonte descobriu que 3 dos 18 pratos do cardápio respondiam por 61% do faturamento. Os outros 15 pratos dividiam o resto e ainda geravam desperdício de insumo parado. Cortar 6 opções fracas simplificou a compra e reduziu o desperdício em um mês.

Antes de cortar um item, olhe também a frequência de pedido junto com outro prato. Às vezes um item vende pouco sozinho, mas aparece em boa parte dos pedidos combinados, como uma sobremesa que quase sempre acompanha um prato principal específico. Cortar esse item sem perceber essa relação derruba o ticket médio do prato principal também.

O guia de engenharia de cardápio mostra como cruzar popularidade com margem de lucro em cada item.

Número 4: clientes que sumiram

Cliente que fez três pedidos no primeiro mês e nunca mais voltou é receita perdida silenciosa. A maioria dos donos de delivery só percebe quando alguém pergunta "faz tempo que o fulano não pede, né?" Isso não é gestão, é acaso.

Com a base de clientes exportável do sistema, dá para filtrar quem não compra há 30, 60 ou 90 dias e mandar uma mensagem direta oferecendo um cupom pontual. Reativar um cliente antigo custa muito menos que atrair um novo, porque ele já conhece o cardápio e já confia no sabor.

O passo a passo de reativação está em como recuperar clientes inativos no delivery.

Número 5: origem do pedido (canal)

Cada pedido vem de algum lugar: WhatsApp direto, cardápio próprio, marketplace ou indicação. Separar por origem revela o custo real de cada canal, não só o volume. Marketplace com comissão de 20% sobre um pedido de R$ 80 custa R$ 16 por venda. O mesmo pedido pelo canal próprio, sem comissão, entrega os R$ 80 inteiros.

Um delivery com 400 pedidos por mês, metade vindo de marketplace com 22% de comissão, perde na faixa de R$ 3.500 por mês só em taxa. Em um ano, isso passa de R$ 42.000 que poderiam ter ficado no caixa.

Acompanhar essa origem também mostra onde vale investir esforço de divulgação: se o canal próprio já responde por boa fatia das vendas, reforçar esse canal reduz a dependência do marketplace mês a mês.

Existe ainda uma vantagem que não aparece direto na conta de custo: no canal próprio, o contato do cliente fica com o lojista. No marketplace, o cliente pertence ao aplicativo, não à loja. Isso significa que toda a base de clientes que sumiram, do número 4, só existe de fato para quem vende pelo canal próprio. Marketplace não devolve esse contato para o lojista analisar.

A rotina de 1 hora por semana

Separe uma hora, de preferência na segunda-feira, e siga esta ordem:

  1. Puxe os pedidos dos últimos 7 dias por dia e hora. Marque o pior dia e o pior horário.
  2. Calcule o ticket médio da semana e compare com a semana anterior.
  3. Liste os 3 itens mais vendidos e os 3 menos vendidos.
  4. Filtre clientes sem pedido há mais de 30 dias e separe uma lista curta para contato.
  5. Confira quantos pedidos vieram de cada canal e quanto isso custou em comissão.

Com esses cinco pontos anotados toda semana, decisões de cardápio, promoção e atendimento deixam de ser palpite e passam a ter número por trás.

Não é preciso planilha nova nem sistema de BI para começar. Um caderno com cinco linhas por semana já cumpre a função. O que muda o resultado não é a ferramenta, é a repetição: quem olha esses números toda segunda, mês após mês, começa a enxergar padrão onde antes só via sorte ou azar do dia.

5 indicadores essenciais do delivery
Os 5 números que todo delivery já tem, prontos para decisão.

Número x decisão: a tabela rápida

NúmeroOnde encontrarDecisão que ele destrava
Pedidos por dia/horaHistórico do sistema ou conversas do WhatsAppReforçar equipe ou promoção no horário fraco
Ticket médioFaturamento ÷ número de pedidosCriar combo ou revisar preço
Itens mais/menos vendidosRelatório de pedidos por pratoManter, reformular ou cortar item do cardápio
Clientes inativosBase de clientes exportávelDisparar cupom de reativação
Origem do pedidoRegistro de canal de cada vendaReduzir dependência de marketplace
tabela de indicadores e decisoes no delivery
Cada número já vem com a decisão prática ao lado.

Vale lembrar que ter esses números visíveis depende do canal onde o pedido acontece. Um cardápio digital como o Rei do Delivery, sistema de cardápio digital sem comissão, registra pedido, cliente e horário automaticamente, sem depender de anotação manual ou de um marketplace que não compartilha esses dados com o lojista. Isso poupa boa parte do trabalho de reunir os cinco números todo mês.

Quem quer testar esse tipo de controle sem custo pode criar um cardápio digital grátis e acompanhar pedidos, clientes e origem de venda direto do painel. Para comparar planos e recursos, os detalhes estão em planos do Rei do Delivery.

Perguntas frequentes

Reunimos aqui as dúvidas mais comuns de quem está começando a olhar os dados do próprio delivery.

Quais dados acompanhar no delivery?

Os cinco essenciais são pedidos por dia e hora, ticket médio, itens mais e menos vendidos, clientes inativos e origem do pedido por canal. Esses dados já ficam registrados no sistema de cardápio ou nas conversas do WhatsApp.

Preciso de planilha para analisar o delivery?

Não. O histórico do sistema de pedidos ou das conversas do WhatsApp já mostra os cinco números essenciais. Um caderno simples ou uma nota semanal já é suficiente para começar.

Como saber quais dias vendem menos?

Separe os pedidos dos últimos 30 dias por dia da semana e compare o volume ou o faturamento de cada um. O dia com menor movimento, repetido por algumas semanas, é o dia fraco do seu delivery.

O que é ticket médio no delivery?

É o valor médio gasto por pedido em um período. Basta dividir o faturamento total pelo número de pedidos daquele intervalo, por exemplo, R$ 30.000 dividido por 500 pedidos resulta em ticket médio de R$ 60.

Como identificar clientes que pararam de comprar?

Filtre na base de clientes quem não faz pedido há 30, 60 ou 90 dias. Uma mensagem direta com um cupom pontual costuma trazer parte desses clientes de volta, com custo bem menor do que atrair um cliente novo.

#Dados de Vendas#gestão de delivery#Indicadores de Delivery

Perguntas frequentes

Quais dados acompanhar no delivery?

Os cinco essenciais são pedidos por dia e hora, ticket médio, itens mais e menos vendidos, clientes inativos e origem do pedido por canal. Esses dados já ficam registrados no sistema de cardápio ou nas conversas do WhatsApp.

Preciso de planilha para analisar o delivery?

Não. O histórico do sistema de pedidos ou das conversas do WhatsApp já mostra os cinco números essenciais. Um caderno simples ou uma nota semanal já é suficiente para começar.

Como saber quais dias vendem menos?

Separe os pedidos dos últimos 30 dias por dia da semana e compare o volume ou o faturamento de cada um. O dia com menor movimento, repetido por algumas semanas, é o dia fraco do seu delivery.

O que é ticket médio no delivery?

É o valor médio gasto por pedido em um período. Basta dividir o faturamento total pelo número de pedidos daquele intervalo, por exemplo, R$ 30.000 dividido por 500 pedidos resulta em ticket médio de R$ 60.

Como identificar clientes que pararam de comprar?

Filtre na base de clientes quem não faz pedido há 30, 60 ou 90 dias. Uma mensagem direta com um cupom pontual costuma trazer parte desses clientes de volta, com custo bem menor do que atrair um cliente novo.

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