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Quanto Custa Montar um Delivery: 3 Cenários por Porte (2026)

Faixas de investimento por porte: de casa, dark kitchen e loja de rua

Por Equipe Rei do Delivery · 09/07/2026 · 8 min de leitura
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Quanto Custa Montar um Delivery

Montar um delivery custa entre R$ 800 e R$ 25.000, dependendo do porte. Um cenário de casa fecha com pouco mais de R$ 1.000. Uma dark kitchen equipada passa de R$ 10.000. Uma loja de rua com delivery pode chegar a R$ 25.000 ou mais. A diferença está nos equipamentos, no ponto físico e no capital de giro que cada cenário exige.

Resposta direta: as faixas por porte

Investimento para montar delivery por porte
Faixas de investimento nos três cenários: de casa, dark kitchen e loja de rua.

Existem três caminhos principais para montar um delivery no Brasil em 2026. De casa, sem loja física, o investimento fica entre R$ 800 e R$ 3.000. Uma dark kitchen (cozinha só para delivery, sem salão) fica entre R$ 8.000 e R$ 18.000. Uma loja de rua com atendimento presencial e delivery junto passa de R$ 15.000 e pode chegar a R$ 25.000 ou mais, dependendo do ponto e do maquinário.

CenárioFaixa de investimentoInclui
De casaR$ 800 a R$ 3.000Equipamentos básicos, embalagem, cardápio digital
Dark kitchenR$ 8.000 a R$ 18.000Aluguel de cozinha, equipamento industrial, capital de giro
Loja de rua com deliveryR$ 15.000 a R$ 25.000+Ponto comercial, reforma, mobiliário, equipamentos, capital de giro

Cenário 1: começando de casa

Esse é o caminho mais comum para quem está testando um nicho, como marmitaria ou açaiteria, antes de investir em ponto fixo. O investimento inicial gira em torno de R$ 800 a R$ 3.000.

  • Fogão e utensílios que a família já usa: R$ 0 a R$ 500 (se precisar comprar do zero, some mais R$ 800)
  • Freezer ou geladeira extra: R$ 900 a R$ 1.800
  • Embalagens para os primeiros 30 dias: R$ 250 a R$ 500
  • MEI (registro gratuito) e alvará sanitário quando exigido pelo município: R$ 0 a R$ 300
  • Cardápio digital gratuito com QR Code e link no WhatsApp: R$ 0

Dá para montar um delivery de casa com R$ 800 se você já tem cozinha equipada e vai vender em pequena escala, tipo 15 a 20 pedidos por semana. Sem isso, o número realista fica mais perto de R$ 2.000 a R$ 3.000, contando um freezer novo e um estoque inicial maior de embalagem.

Cenário 2: dark kitchen

A dark kitchen é uma cozinha exclusiva para delivery, sem salão, sem atendimento presencial. Faz sentido quando o volume de pedidos já justifica sair de casa, mas o dono ainda não quer o custo de um ponto com fachada.

  • Aluguel de cozinha compartilhada ou espaço próprio: R$ 1.500 a R$ 4.000 por mês (não entra na conta de investimento inicial, mas pesa no capital de giro)
  • Equipamento de cozinha industrial (fogão, chapa, coifa, câmara fria): R$ 6.000 a R$ 12.000
  • Reforma elétrica e hidráulica básica: R$ 1.500 a R$ 3.000
  • Capital de giro para os primeiros 60 dias: R$ 3.000 a R$ 5.000

Uma dark kitchen custa em média R$ 10.000 a R$ 15.000 para abrir, sem contar o aluguel mensal do espaço. Quem já opera de casa e está migrando costuma economizar reaproveitando parte do equipamento que já tem.

Cenário 3: loja de rua com delivery

Aqui o delivery é um canal a mais dentro de uma operação com salão físico, como restaurante, pizzaria ou hamburgueria de bairro. O investimento é o maior dos três porque inclui ponto comercial e estrutura para atendimento presencial.

  • Ponto comercial (caução, reforma, letreiro): R$ 8.000 a R$ 15.000
  • Mobiliário de salão: R$ 2.000 a R$ 5.000
  • Equipamentos de cozinha completos: R$ 6.000 a R$ 10.000
  • Capital de giro para os primeiros 90 dias: R$ 4.000 a R$ 8.000

O total fica entre R$ 15.000 e R$ 25.000, mas locais em regiões mais caras ou reformas maiores empurram esse número para cima. Um ponto de esquina em avenida movimentada custa mais que um ponto em rua secundária, e essa variação regional é real, não dá para prometer um número único para o Brasil inteiro.

Legalização: MEI e vigilância sanitária

Antes de contar equipamento, resolva a parte formal. É o item que mais gera dor de cabeça depois, quando já tem cliente e não tem documento.

  • Registro como MEI: gratuito, feito online no Portal do Empreendedor, leva menos de um dia
  • Alvará sanitário municipal: varia por cidade, de gratuito a R$ 200, exigido para quem manipula e vende alimento
  • Curso de manipulação de alimentos: R$ 0 a R$ 150, alguns municípios oferecem gratuito pelo Sebrae
  • Alvará de funcionamento, quando há ponto físico: R$ 100 a R$ 600, depende do porte da loja e do município

Quem opera de casa às vezes pula o alvará sanitário achando que não se aplica. Na maioria dos municípios brasileiros, vender comida preparada em casa para entrega também exige registro sanitário, mesmo sem placa na porta. Vale checar na prefeitura antes de escalar o volume de pedidos.

Custos que todo mundo esquece

Composição dos custos iniciais de um delivery
Como o investimento inicial se divide entre equipamento, ponto, capital de giro e sistema.

Além do óbvio (equipamento, embalagem, ponto), três itens pesam no orçamento e raramente aparecem na conta inicial de quem está planejando abrir um delivery.

Capital de giro

É o dinheiro para pagar fornecedor, conta de luz e insumo antes que o caixa do delivery se estabilize. A regra prática é reservar de 2 a 3 meses de despesas fixas. Para um delivery pequeno com R$ 4.000 de custo fixo mensal, isso significa separar R$ 8.000 a R$ 12.000 só de capital de giro, fora o investimento inicial.

Embalagem

Embalagem parece detalhe, mas é recorrente e cresce junto com o volume de pedidos. Um delivery que vende 300 pedidos por mês gasta em média R$ 600 a R$ 900 mensais só em embalagem, marmitex, sacola e adesivo de lacre. Isso não entra no investimento inicial, mas precisa entrar no capital de giro.

Sistema e canal de vendas

Aqui mora o custo que mais corrói margem no longo prazo: a comissão do marketplace. Um delivery que fatura R$ 10.000 por mês em um app de entrega com comissão de 25% perde R$ 2.500 todo mês, R$ 30.000 por ano, só de taxa. Um cardápio digital como o Rei do Delivery, sistema de cardápio digital sem comissão, cobra mensalidade fixa e deixa esse valor no caixa do lojista. O pedido chega formatado direto no WhatsApp, sem app para o cliente instalar, e o Pix cai na chave do próprio dono da loja.

Para quem está no cenário de casa ou de dark kitchen, essa escolha pesa ainda mais, porque a margem já é mais apertada no começo.

O que cortar no começo, sem prejudicar a operação

Nem todo item da lista precisa ser comprado novo, e nem todo gasto precisa acontecer no mês um. Uma pizzaria que está migrando de casa para dark kitchen, por exemplo, pode adiar a compra de forno industrial e continuar com o forno doméstico por mais alguns meses, até o volume de pedidos justificar o upgrade.

  • Equipamento usado ou de segunda mão: reduz de 30% a 50% do investimento em maquinário, principalmente freezer, fogão e balcão
  • Embalagem em menor quantidade no primeiro pedido: evita capital parado em estoque, mesmo pagando um pouco mais por unidade
  • Reforma mínima viável no início: pintura e elétrica básica resolvem, deixando reforma estrutural para quando o caixa permitir
  • Cardápio digital gratuito em vez de aplicativo próprio: elimina custo de desenvolvimento e manutenção logo na abertura

O erro mais comum é economizar em capital de giro para gastar mais em reforma ou identidade visual. Reforma bonita não paga fornecedor no mês em que as vendas ainda estão baixas. Segundo pesquisa do Sebrae, a falta de capital de giro está entre os fatores mais citados por empreendedores para o fechamento do negócio, atrás apenas de baixo volume de vendas e falta de clientes.

Se você já decidiu o porte e quer o roteiro completo de abertura, veja o passo a passo para montar um delivery. Para quem está mirando um nicho específico com ticket médio maior, o comparativo de quanto custa abrir uma hamburgueria detalha um cenário de investimento por segmento. E antes de fechar a conta, vale simular quanto você paga de comissão por mês no marketplace atual e comparar com o custo fixo de um sistema próprio.

Independente do porte escolhido, o canal de vendas é uma decisão que impacta a margem todos os meses, não só no dia da abertura. Crie seu cardápio digital grátis no Rei do Delivery e comece a receber pedidos pelo WhatsApp sem pagar comissão por pedido.

Para quem já decidiu o porte e quer comparar planos de cardápio digital, veja também o guia completo de abertura de lanchonete, que detalha a mesma lógica de investimento por etapas.

#Custos de Delivery#Dark Kitchen#Investimento em Delivery

Perguntas frequentes

Dá para montar um delivery com 5 mil reais?

Sim, no cenário de casa ou em uma dark kitchen enxuta com equipamento usado. Com R$ 5.000 dá para cobrir freezer, utensílios e estoque inicial de embalagem, além de sobrar parte para capital de giro dos primeiros dois meses. Não dá para abrir loja de rua com esse valor.

Qual o maior custo de um delivery?

No investimento inicial, o maior custo costuma ser equipamento de cozinha ou ponto comercial, dependendo do cenário escolhido. No custo recorrente, insumo e canal de vendas são os que mais pesam, principalmente quando o canal cobra comissão por pedido.

Quanto custa uma dark kitchen?

Uma dark kitchen custa em média R$ 8.000 a R$ 18.000 para montar, sem contar o aluguel mensal do espaço, que fica entre R$ 1.500 e R$ 4.000 por mês.

Quanto custa abrir um delivery pequeno?

Um delivery pequeno, operando de casa, custa entre R$ 800 e R$ 3.000 para começar, incluindo equipamento básico, embalagem e cardápio digital.

O que precisa para montar um delivery?

Precisa de equipamento de cozinha compatível com o volume planejado, embalagem, capital de giro para os primeiros meses, registro como MEI ou empresa, e um canal de vendas, seja cardápio digital, aplicativo próprio ou marketplace.

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