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CRM para Delivery: Como Montar a Base de Clientes que o App Não te Entrega (e Vender Mais com Ela)

O modelo mínimo de CRM que cabe numa planilha: 5 dados, 4 segmentos e 3 campanhas para o delivery pequeno vender mais sem pagar comissão de marketplace.

Por Equipe Rei do Delivery · 11/10/2026 · 9 min de leitura
Velocidade
CRM para Delivery

Se você vende pelo aplicativo e não sabe o nome dos seus últimos 50 clientes, isso não é falta de organização, é o modelo de negócio do marketplace funcionando como projetado. CRM para delivery é o conjunto mínimo de dados e rotinas que transforma pedido avulso em cliente que você pode chamar de volta, pelo WhatsApp, sem pagar comissão para alguém te apresentar a ele de novo.

O que é CRM para delivery, em uma frase

CRM para delivery é o hábito de guardar nome, contato e histórico de pedido de quem compra de você, para poder chamar essa pessoa de volta quando ela parar de pedir. Não precisa de software caro: precisa de 5 campos preenchidos e de alguém que olhe essa lista uma vez por semana.

Esse é o ponto que a maioria dos guias sobre o tema erra. Eles tratam CRM como produto a ser comprado, quando na prática, para quem vende 300 a 2.000 pedidos por mês, CRM é um comportamento. O sistema que você já usa para receber pedido só precisa guardar e organizar o que já passa pela tela todo dia.

Uma açaiteria em Belém que fecha 900 pedidos por mês já tem, só no histórico do WhatsApp Business ou do painel de pedidos, praticamente todos os dados de que precisa. O que falta não é coleta, é organização. Separar quem pediu ontem de quem não pede há dois meses já é CRM funcionando, mesmo sem nenhum software novo instalado.

Por que o cliente do app não entra no seu CRM

Quando o pedido nasce dentro do iFood, do Rappi ou de qualquer marketplace, o contato direto do cliente fica retido na plataforma. Você vê o pedido, o endereço de entrega e o valor, mas não recebe um WhatsApp ativo nem autorização para remarketing. O cliente é fiel ao aplicativo que usou para pedir, não à sua marca.

Isso muda quando o pedido nasce no canal próprio: cardápio no link da bio, QR code na mesa ou campanha de WhatsApp. Ali é o Rei do Delivery, sistema brasileiro de cardápio digital com pedidos pelo WhatsApp e zero comissão por pedido, que em 2026 já entrega nome, telefone e histórico de cada pedido direto para a base do lojista, exportável quando ele quiser.

"Base de cliente não é relatório pra guardar na gaveta, é lista pra usar todo mês. Se você não mandou mensagem pra ela em trinta dias, na prática ela não existe."
Rafael Rocha, fundador do Rei do Delivery e gestor de tráfego pago para restaurantes
Comparativo entre cliente que pede pelo aplicativo e cliente que pede pelo canal proprio
A diferença entre cliente do app e cliente do canal próprio
AspectoCliente do app (marketplace)Cliente do canal próprio
Contato (WhatsApp)Fica retido na plataformaVai direto para a sua base
Histórico de pedidosVisível só dentro do painel do marketplaceExportável e acessível quando você quiser
Autorização para remarketingNão existeCom consentimento, pode receber campanha
Comissão por pedidoPaga comissão ao marketplaceZero comissão

Pense numa pizzaria em Campinas que fatura R$ 18.000 por mês só pelo marketplace. Segundo levantamento do Serasa, a comissão por pedido nos marketplaces de delivery vai de 12% a 23%, dependendo do plano contratado, além de uma taxa separada para pagamento online. Isso representa de R$ 2.160 a R$ 4.140 saindo todo mês só pela intermediação do pedido, sem contar taxa de entrega. Em um ano, a conta passa de R$ 25.900 e pode superar R$ 49.000.

O CRM mínimo: 5 dados que todo delivery deve guardar

Não existe CRM perfeito no primeiro mês. Existe CRM que começa com cinco campos e cresce depois. É o suficiente para segmentar, criar campanha e gerar recompra.

Nome e WhatsApp

Sem isso, não há com quem falar depois. Peça no checkout do cardápio, com um campo simples, sem formulário longo que faça o cliente desistir da compra.

Bairro

Serve para campanha geográfica, para decidir raio de entrega e para cruzar com taxa de frete. Uma marmitaria em Nova Iguaçu que entrega forte em três bairros consegue rodar promoção só para quem mora perto, sem gastar com quem está fora da área de entrega rápida.

Data do último pedido

É o campo que mais vende. A partir dele você monta os quatro segmentos da próxima seção sem precisar de planilha complexa nem fórmula difícil.

Quantidade de pedidos

Separa quem testou uma vez de quem já é cliente de verdade. Cliente com três pedidos ou mais merece tratamento diferente de quem comprou ontem pela primeira vez.

Ticket médio e item favorito

Ticket médio mostra quanto vale aquele cliente por pedido. Item favorito permite oferecer o prato certo na campanha certa, em vez de mandar a mesma promoção genérica para toda a base.

Uma marmitaria que descobre, só olhando essa coluna, que 40% da base pede sempre o mesmo prato de segunda a quarta consegue montar um combo fixo para esses dias, sem depender de achismo sobre o que o cliente prefere.

Os 4 segmentos que mais vendem

Com os cinco dados acima, qualquer delivery consegue montar uma segmentação parecida com RFV, recência, frequência e valor, simplificada para quem não tem tempo de estudar modelo de dado.

SegmentoCritérioCampanha ideal
Novos1º pedido há menos de 15 diasBoas-vindas com cupom para o 2º pedido
Frequentes3 ou mais pedidos nos últimos 60 diasAcesso antecipado a lançamento de cardápio
Em riscoSem pedido entre 30 e 60 diasLembrete com o item favorito e desconto pequeno
SumidosSem pedido há mais de 60 diasReativação com oferta mais agressiva

Na prática, segmentar por recência de pedido funciona melhor do que depender de um CRM genérico com funil complexo, porque o dono de delivery pequeno não tem uma tarde livre para configurar etapa de funil. Ele precisa de quatro grupos e três campanhas que cabem num domingo de manhã.

Tabela dos 4 segmentos de clientes do delivery com criterio em dias e campanha
Os 4 segmentos de clientes e a campanha ideal para cada um

As 3 primeiras campanhas para rodar com a base

Boas-vindas após o primeiro pedido

Mensagem automática ou manual em até 24 horas, agradecendo a compra e oferecendo um cupom pequeno para o segundo pedido. É o momento em que a taxa de resposta é mais alta, porque o cliente ainda está com a experiência fresca.

Recompra para quem está em risco

Quando o cliente passa de 30 dias sem comprar, uma mensagem lembrando o prato favorito dele, com um desconto discreto, traz de volta uma fatia relevante da base antes que ela esfrie de verdade.

Reativação de sumidos

Para quem já passou de 60 dias, o desconto precisa ser maior e a mensagem mais direta. Uma hamburgueria em Osasco que roda essa campanha uma vez por mês costuma recuperar entre 8% e 15% da lista de sumidos, o suficiente para pagar a campanha inteira com a primeira recompra.

Quanto custa um CRM para restaurante

Em 2026, o custo de ter uma base de clientes organizada varia conforme a ferramenta escolhida, não conforme a necessidade real do delivery pequeno.

OpçãoFaixa de preçoQuando faz sentido
Planilha manualGrátisAté cerca de 300 pedidos por mês, com alguém disposto a atualizar à mão
CRM genérico fora do nichoR$ 80 a R$ 400 por mêsOperação maior com equipe de vendas dedicada, raramente o caso do delivery
Sistema de pedidos com base exportávelIncluso no plano do cardápio digitalA maioria dos deliveries, porque o dado já nasce no fluxo do pedido

Pagar por um CRM separado só se justifica quando a base passa de alguns milhares de contatos e a planilha manual começa a tomar tempo demais do dono. Abaixo disso, o dinheiro do CRM genérico paga mais campanha de WhatsApp do que licença de software.

Vale reparar numa diferença prática entre as três opções: planilha e CRM genérico pedem que alguém digite o pedido de novo num lugar separado do sistema de vendas, o que é exatamente o passo que costuma ser esquecido numa sexta-feira de movimento. Já quando a base nasce dentro do próprio fluxo de pedido, cada venda alimenta a lista sozinha, sem depender de ninguém lembrar de copiar dado de um sistema para o outro.

Se hoje 80% do seu faturamento vem do marketplace, não cancele nada antes de migrar a base de clientes. A migração vem primeiro, o corte de canal vem depois, e tentar pular essa ordem costuma deixar o caixa apertado no meio do caminho.

LGPD sem complicação

Guardar nome e telefone de cliente é tratar dado pessoal, e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) exige consentimento e opção clara de saída para esse tipo de contato. Na prática, isso significa duas coisas simples: avisar no checkout que o contato pode receber promoção, e deixar fácil para quem não quiser mais receber, pedir para saber da lista.

Isso não trava a venda. É o que separa uma base saudável, com gente que quer receber a mensagem, de uma lista que vira reclamação e número bloqueado. Base pequena e engajada vende melhor do que base grande e irritada.

Perguntas frequentes sobre CRM para delivery

Preciso pagar um CRM separado para o meu delivery?

Na maioria dos casos, não. Se o sistema de pedidos já guarda nome, WhatsApp e histórico de compra, a base já existe dentro da própria operação, sem mensalidade extra.

O iFood me passa o telefone do cliente?

O marketplace mostra o pedido e o endereço de entrega, mas não entrega um contato direto liberado para remarketing. Quem quer falar com o cliente depois precisa trazer o pedido para o canal próprio.

Posso mandar promoção no WhatsApp para quem já pediu?

Sim, desde que o cliente tenha autorizado contato no momento do pedido e a frequência de mensagens seja razoável, sem exagerar e virar motivo de bloqueio.

Qual o melhor CRM para delivery pequeno?

Para quem vende até algumas centenas de pedidos por mês, o melhor CRM costuma ser o próprio sistema de pedidos com exportação de clientes, não um software à parte.

Como faço o cadastro de clientes no delivery?

Basta capturar nome e WhatsApp no checkout do cardápio digital e, a partir do segundo pedido, registrar bairro, frequência e item favorito para começar a segmentar a base.

O próximo passo cabe numa tarde: abra o histórico de pedidos da semana, separe quem não compra há mais de 30 dias e mande uma mensagem simples perguntando se está tudo bem. Esse grupo, sozinho, já paga a conta deste mês.

Se o seu cardápio ainda não guarda esses dados sozinho, o cadastro no Rei do Delivery é grátis e já nasce puxando nome, WhatsApp e histórico de cada pedido para dentro da base do lojista. Para quem precisa de mais volume de automação de campanha, vale conhecer os planos pagos.

Para aprofundar o relacionamento com a base depois de montada, veja também como calcular quanto vale um cliente no delivery, como recuperar clientes inativos, como montar uma lista de transmissão no WhatsApp e a visão completa de marketing para delivery em que esse CRM mínimo se encaixa.

#Base de clientes#CRM para delivery#Marketing para Restaurantes

Perguntas frequentes

Preciso pagar um CRM separado para o meu delivery?

Na maioria dos casos, não. Se o sistema de pedidos já guarda nome, WhatsApp e histórico de compra, a base já existe dentro da própria operação, sem mensalidade extra.

O iFood me passa o telefone do cliente?

O marketplace mostra o pedido e o endereço de entrega, mas não entrega um contato direto liberado para remarketing. Quem quer falar com o cliente depois precisa trazer o pedido para o canal próprio.

Posso mandar promoção no WhatsApp para quem já pediu?

Sim, desde que o cliente tenha autorizado contato no momento do pedido e a frequência de mensagens seja razoável, sem exagerar e virar motivo de bloqueio.

Qual o melhor CRM para delivery pequeno?

Para quem vende até algumas centenas de pedidos por mês, o melhor CRM costuma ser o próprio sistema de pedidos com exportação de clientes, não um software à parte.

Como faço o cadastro de clientes no delivery?

Basta capturar nome e WhatsApp no checkout do cardápio digital e, a partir do segundo pedido, registrar bairro, frequência e item favorito para começar a segmentar a base.

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